Líquido Pleural

O derrame pleural é caracterizado pela acumulação de liquido em excesso entre as pleuras e constitui uma manifestação comum de comprometimento pleural tanto primário quanto secundário.

O derrame pleural não é uma doença, mas sim a manifestação de outras doenças. Se não tratado adequadamente, esta patologia pode levar o paciente à dispneia (falta grave de ar) e até à morte.

As doenças primitivas da pleura são raras, sendo predominante a sua origem por processos patológicos extra-pleurais. A etiologia dos derrames é múltipla, sendo útil a divisão dos derrames em transudatos e exsudatos, porque no caso de se tratar de um transudato restringe-se drasticamente o numero de diagnósticos possíveis

Fisiologicamente existe equilíbrio entre a entrada e saída de líquido na cavidade pleural; de modo a manter constante a quantidade e concentração proteica do fluído pleural. Os movimentos respiratórios, pela alternância da inspiração e expiração, facilitam a reabsorção do líquido e das partículas, assim como a sua progressão nos linfáticos.

Derrame Pleural – Sinais e Sintomas

Na grande maioria dos casos, e independentemente das suas causas desencadeantes, os derrames pleurais apresentam um conjunto sintomatológicos relativamente característicos.

Os sintomas dependem da rapidez da instalação do derrame, se agudo ou de forma insidiosa, e também da sua extensão.

Sintomas

Dor: tipo pontada, agrava com os movimentos respiratórios e com a tosse. Pode irradiar para o ombro o que indica comprometimento da pleura diafragmática homolateral.

Tosse:
 geralmente seca, quintosa, é muitas vezes dolorosa. A tosse produtiva traduz em regra, a presença de uma lesão parênquimatosa pulmonar associada.

Dispneia:
 inicialmente ligada à dor torácica, relaciona-se posteriormente com a rapidez de formação e volume de líquido. Pode ser muito intensa, acompanhada de cianose, quando o derrame se forma rápida e extensamente.

Febre: não está presente na maior parte dos derrames de evolução crónica.
Na observação, além dos sinais relacionados com a doença primitiva, encontram-se no tórax, em regra, um conjunto de sinais característicos, quando o volume de liquido pleural ultrapassa os 300 cc.

Sinais físicos

Inspecção: o hemitórax atingido pode estar retraído e com hipomobilidade.

Palpação: pode haver aumento de resistência, mas é mais importante a diminuição ou abolição completa das vibrações vocais em toda a altura do derrame.

Percussão: há macicez ou submacicez de acordo com a extensão do derrame.

Auscultação: observa-se uma diminuição ou abolição do murmúrio vesicular, sopro peuritico no limite superior do derrame e podem ouvir-se atritos pleurais. (M. Freitas e Costa, 1992)

Meios de Diagnóstico
  • Análise do líquido pleural: para saber se se trata de um exsudado ou transudado;
  • Exames bioquímicos: para saber o conteúdo em proteínas, glucose, o teor em DLH, o pH e a concentração de amilase;
  • Exames complementares: como Raios x, radioscopia, TAC e ecografia;
  • Exames bacteriológicos: para o diagnóstico dos derrames pleurais infecciosos;
  • Exames citológicos;
  • Toracocentese e Biopsia pleural percutânea: o líquido é retirado através da inserção de uma agulha no espaço pleural. A toracocentese envolve o risco de laceração da artéria intercostal, infecção e pneumotórax.
  • Toracoscopia
  • Biopsia pleural cirúrgica.
Tratamento

A terapêutica geral passa por:

  • Desinfecção da cavidade pleural (antibioterapia, drenagem torácica e lavagens pleurais com produtos desinfectantes);
  • Reexpansão pulmonar �?? Drenagem torácica, Fisioterapia Respiratória;
  • Recuperação funcional �?? Fisioterapia;
  • Em caso de fibrotórax extenso, com pulmão encarcerado, pode estar indicada cirurgia de descorticação pulmonar.

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